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2010/12/22

Tradução: First Look At Rise Against's Upcoming Album

utor: Kevin O'Donnell
Data: 2010/12/22
Título: First Look At Rise Against's Upcoming Album
Tradutor: ThiagoSNFU
Veículo: Spin
Link: http://www.spin.com/articles/first-look-rise-againsts-upcoming-album

Em 2008, o grupo punk de Chicago, Rise Against, lançou seu álbum de estúdio Appeal To Reason, um trabalho que colocou a política de Bush e sua Guerra No Iraque como sua mira principal. Essa foi a gravação mais política até o momento, e tratou de uma raiva populista que muitos americanos sentiram naquele momento. O álbum atingiu a 3ª posição na lista da Billboard e vendeu mais de 482000 cópias originais, de acordo com a empresa de pesquisas Nielsen.

A banda está subindo ao topo com seu próximo álbum de estúdio, Endgame, qeu será lançado no próximo verão do hemisfério norte. O líder do grupo, Tim McIlrath, trabalhará um ambicioso conceito para o disco: o fim da humanidade. Sobre o assunto, Tim diz:

"Todos os dias, notícias circulam sobre um novo sistema financeiro ou o colapso do meio ambiente ou histórias sobre proliferação nuclear. Estamos vivendo abaixo dessa nuvem negra de destruição, tudo está saindo fora do controle. O álbum é sobre isso. Estamos olhando para o Endgame e tirando os pontos positivos de tudo isso, se é que existem. O que aconteceria se esse mundo grotesco que criamos não merecesse durar para sempre? O que aconteceria se um outro lugar nessa transição fosse um lugar melhor para morar?"

McIlrath pode ter uma grande visão sobre a música de sua banda, mas eles já trabalharam com colaboradores de longa data como Bill Stevenson e Jason Livermore, que produzirão o trabalho no estúdio favorito do grupo: Blasting Room, em Fort Collins, Colorado. Tim comenta:

"O local é muito despretensioso e simples. Trata-se de uma construção grande e cinza, onde está escrito mobílias e aluguel. Há também uma caçamba de um caminhão estacionada na frente de onde o Descendents fazia turnês. Ela esteve lá por milhões de anos.”

Sobre a dúzia de novas músicas, ele está particularmente entusiasmado com a canção intitulada Help Is On The Way, que detalha a destruição da cidade de New Orleans após o furacão Katrina e o desastre do vazamento de óleo no começo desse ano. Tim foi inspirado a compor a música depois de passar um tempo na cidade enquanto a banda dava uma pausa nas turnês.

“Eu estava nas regiões de pântanos conversando com um cara sobre quão importante elas são e seu dano sofrido por causa da ação do homem. Tudo estava indo bem até o vazamento de óleo. Pude quase ver uma lágrima caindo do olho daquele homem, como se não bastasse o furacão, agora esse problema com o óleo em um momento em que eles ainda estavam se reerguendo.”

Tim adiciona que ele se inspirou em uma fonte desconhecida: na música Not Ready To Make Nice, da banda The Dixie Chicks. Tim escreveu uma carta resposta para a reação negativa depois que a vocalista deste grupo, Natalie Maines, insultou o então presidente George W. Bush, cuja política estrangeira ela discordava, durante uma apresentação na Inglaterra. Assim como o The Dixie Chicks, a banda recebe apoio de uma grande gravadora, a Interscope, mesmo quando está lançando material controverso.

Sobre a música Satellite, uma das inspiradas pelas canções do grupo country, Tim compartilha versos da música:

“Não podemos sentir o calor até que você segure a sua mão sobre a chama / Você precisa passar dos limites para saber aonde isso fica / Você nunca sabe o seu valor até que toma um soco / E você não encontrará a derrota até que você mesmo se perca nisso.”

Contudo, o Endgame não será uma barragem constate de hinos punks cheios de raiva. A banda também está guiando as músicas em um território mais suave, como na música Wait For Me. Segundo Tim, a música é mais lenta, mais no estilo de uma balada que todos nós conhecemos.

A banda Rise Against já terminou de gravar quase todas as músicas para o próximo álbum, contudo Tim espera a colaboração de mais dois colaboradores que aparecerão na hora que as músicas forem mixadas, o que acontecerá paenas no começo do mês que vem na cidade de Los Angeles, Califórnia. Tim, conclui:

"Temos muitos amigos em bandas e estou procurando parcerias para oferecer algo a mais em nossas músicas."

2010/12/20

Tradução: The Influence Of Minor Threat 30 Years After Their First Show

Autor: Anthony Pappalardo
Data: 2010/12/20
Título: The Influence Of Minor Threat 30 Years After Their First Show
Tradutor: ThiagoSNFU
Veículo: Alternative Press
Link: http://www.altpress.com/features/entry/the_influence_of_minor_threat_30_years_after_their_first_show

Há exatas três décadas, um grupo heterogêneo de adolescentes entrou em uma casa de shows na vizinhança Adams Morgan, em Washington, D.C, sem imaginar que estariam testemunhando a história do movimento punk. As bandas Bad Brains , Black Market Baby e The Untouchables também se apresentaram nesse dia, e o show incluia também uma das primeiras apresentações do grupo S.O.A., cujo vocalista era o jovem Henry Garfield, que mais tarde seria conhecido como Henry Rollins. O Minor Threat completou a lista de bandas que se apresentou e começou, nesses dia, a redefinir muito da ideologia presente na cena de Washington e de qualquer outra cidade.


Em 1980, após o fim do grupo punk The Teen Idles, o então baixista Ian MacKaye se tornou vocalista, o baterista Jeff Nelson trouxe o guitarrista Lyle Preslar e o baixista Brian Baker para formar uma nova banda. No mês de dezembro daquele ano, eles se prepararam para sua primeira apresentação, que, de acordo com Ian MacKaye, era para arrecadar fundos:

“Foi um show beneficente produzido pelo Bad Brains para arrecadar fundos e substituir o amplificador de baixo de Paul Cleary, baixista da banda Black Market Baby, que emprestou o equipamento que acabou sendo roubado na cidade de Nova Iorque”

Embora ninguém pudesse imaginar que isso aconteceria, a performance da banda Minor Threat foi muito boa e causou certo barulho, graças ao sucesso da banda The Teen Idles.

Brian Baker diz:

“As expectativas eram grandes, o Ian e o Jeff terminaram com o The Teen Idles para formar o Minor Threat. Eles tocaram durante quase dois anos em Washington e foram até mesmo para a Califórnia. Esses foram os bons tempos da banda, que atingiu um público fiel de mais de cem pessoas e ficava atrás apenas da banda Bad Brains em popularidade na nossa pequena cena. Por esse motivo, o Minor Threat tinha uma grande responsabilidade pela frente.”


MacKaye não repetiu a mesma expectativa de Baker:

"Não acho que as pessoas estavam ávidas para ver o baixista do The Teen Idles em sua nova função como vocalista. Contudo, havia uma competição entre as bandas Minor Threat e S.O.A., não apenas porque Henry e eu éramos melhores amigos, mas também porque participávamos do mesmo grupo no colégio. Por isso, avalio que ambos os grupos queriam botar para quebrar.

Antes do Minor Threat, haviam bandas mais antigas, bandas mais estabelecidas em Washington como por exemplo The Slickee Boys. Entretanto, de repente vários grupos surgiram: Extorts e The Untouchables. A primeira apresentação do Minor Threat foi suficiente para que todos da platéia chegassem à conclusão de como as outras bandas eram irrelevantes e tolas, e como desajeitados e inexperientes nós éramos."

Cerca de 50 pessoas se apertaram na pequena sala de estar e participaram de uma mesma ação que durou toda à noite. Sobre o evento, Alec MacKaye, vocalista da banda The Untouchables e irmão mais novo de Ian, disse:

“O show foi caótico devido a inúmeras razões. De fato a maioria do público era composto pelos membros das bandas, e me lembro exatamente como fiquei impressionado por quanto o Minor Threat era firme e poderoso. Parecia impossível e como o show já havia começado, a excitação do momento foi muito pesada.”

Contudo, as coisas tomaram um rumo diferente quando um representante local da lei apareceu para fazer uma visita surpresa. Ian MacKaye, diz:

“O problema começou quando um oficial de polícia tentou entrar no local mas foi impedido pela pela pessoa que estava na porta cuidando que disse para o tira que ele precisava dar os US$3,00 referentes ao valor da entrada ou um mandado. No momento o policial foi embora mas voltou com muitos outros.”

Alec MacKaye, adiciona:

"Os policiais conseguiram a confusão e todo o confronto que estavam ávidos para demonstrar. Acho que chegada de um esquadrão inteiro dificilmente registraria metade do que as pessoas estavam fazendo e sentindo durante a apresentação da banda."

Devido a lingua afiada e ao modo de cantar peculiar de Ian MacKaye, além de músicas que duravam cerca de 90 segundos, não demorou muito para que a mensagem do Minor Threat se espalhasse pela capital dos Estados Unidos.

Paul Colucci, diz:

"O Bad Brains sempre foi “a banda de verdade” da cena, todos estavam apenas exercendo um papel de coadjuvante e queria ter a sorte de estar na presença dos caras. De uma hora para outra, o Minor Threat se tornou à banda de verdade. Eles competiam no mesmo nível que o Bad Brains, o Black Flag ou qualquer outra banda do planeta. Contudo os garotos eram humildes e simples, que só queria participar de uma cena, de dar umas voltas conosco. Foi algo poderoso. Subitamente você começou a querer estar com eles e fazer parte do que eles estavam fazendo, de uma maneira ou de outra. Depois disso, pareceu-me que cada nova banda que surgia no cenário tentava simular o som do Minor Threat o quanto mais fosse possível, e não apenas na cidade de Washington."

O guitarrista Kenny Inoye perdeu a primeira apresentação da banda, mas viu muitas das primeiras performances:

“Eles eram muito bons ao vivo, o que na época significava muito mais do que gravar boas músicas em um estúdio. Eles conseguiam tocar numa boa e a presença de palco era ótima. Todas as músicas passavam pelo teste da performance ao vivo.

Muito do legado do Minor Threat remete a primeira música tocada em sua primeira apresentação: Straight Edge. Uma idéia era levantada: abstenção de bebidas alcoólicas e drogas. Isso mexeu imediatamente com os jovens fãs que não queria ser auto-destrutivos nem copiar Sid Vicious. Sobre o termo, que em um primeiro momento teve significados totalmente diferentes do que o atual, o historiador e testemunha Tom Berard comenta:

“Eu trabalhava com limpeza de vidros naquela época e usava uma raspadeira para limpar cocô de pássaro e fita de fora das janelas. Quando me dei conta de uma música intitulada Straight Edge no setlist, pensei que fosse algo relacionado a uma espécie de navalha usada para esse instrumento.”

A mensagem não se tratava apenas de uma denúncia ao abuso de substâncias, era sobre resistir às obsessões existentes na sociedade: fossem elas religiosas ou violentas, ou simplesmente não querer viver rápido e morrer jovem. Isso foi um grito para a independência e autocontrole que ressoou durante os anos 80. Não demorou muito para que a mensagem se espalhasse. A banda do estado de Nevada, 7 Seconds, propôs uma aproximação melódica para o hardcore com letras positivas, freqüentemente com uma mensagem relacionada ao estilo de vida. No ano de 1981, a banda SSD já havia estabelecido uma cena livre de álcool e drogas na cidade de Bostoon. Uma onda de bandas concretizaram a mensagem que o Minor Threat deixou em seus idéias e suas músicas, mesmo que Ian MacKaye tenha dito que ele nunca teve a intenção de inspirar um movimento.

Ainda que a banda tenha durado poucos anos, até 1983, uma segunda geração de bandas straight edge surgiram para continuar a divulgação da filosofia de vida, lideradas por uma banda do estado de Connecticut, o Youth Of Today. John Porcelly, guitarrista do grupo, diz:

“O Minor Threat era uma das bandas que estava deixando as pessoas tontas, literalmente. Eu me lembro que estava ouvindo o programa de rádio WNYU quando tinha 14 anos e ouvindo a música Minor Threat pela primeira vez. Não podia nem me mexer naquele momento. No dia seguinte, peguei dinheiro do meu pai, fui até Nova Iorque e comprei um single da banda no Bleeker Bob’s. Aqueles talvez foram os US$4,00 mais bem gastos da minha vida. Uma das coisas mais surpreendentes da música acontece quando um vocalista consegue colocar exatamente o que você tem na sua cabeça nas letras das músicas. Quando você ouve uma música dessas pela primeira vez, ela se torna instantaneamente parte de você. Quando ouvi Out Of Step e Straight Edge pela primeira vez, peguei um canetão do meu bolso, o “x” foi parar na parte de trás das minhas mãos e minha vida nunca mais foi a mesma."

Nos anos 90, a banda straight-edge Earth Crisis, de Syracuse, estava se apresentando em divesos clubes por onde muitos outros grupos já tinham passado e as notícias nacionais sobre o estilo de vida continuavam a aparecer. Independente da intenção de Ian MacKaye, o apelo dos jovens continuava a aparecer devido a todas as pressões que aquela juventude sofria. A intenção de buscar uma vida mais saudável era universalmente aplicável. A grande diferença, e talvez o que tenha carimbado o legado do Minor Threat, é a sua mensagem abrangente que não restringe e não prega preconceito.

Jason Farrel, guitarrista da banda Swiz, comenta:

“Eu só fui ouvir falar dessa banda pouco meses depois que ela acabou. Por esse motivo, meu primeiro contato com sua música foi através das gravações. As músicas se distinguem muito bem uma das outras, mas são os riffs que cativam. Eu amo o fato de que as linhas de guitarra são, ao mesmo tempo, despretensiosas e pesadas. Há uma linha tênue que divide o que é para ser levado a sério e o que é brincadeira, e isso é possível de se perceber nos acordes de Lyle Preslar.”

Foi a música que a banda compartilhou com o mundo que a tornou ótima. Caso os quatro membros não fossem bons compositores e músicos, eles nunca teriam se tornado tão influentes apenas com a mensagem positiva. O Minor Threat é um exemplo primordial do que acontece quando você mora em uma cidade com uma banda que toca regularmente, como no caso era o Bad Brains. A ética do movimento punk é clara: qualquer um pode fazer isso. Contudo, é importantíssimo saber fazer isso ou aquilo de uma maneira legal.

Mark Ryan, vocalista da banda Supertouch, viu a banda tocar muitas vezes na cidade de Nova Iorque, inclusive na lendária apresentação que aconteceu no Gildersleeve’s. Mark se lembra da emoção que sentiu quando recebeu o EP Minor Threat na sua caixa de correios, enviada pela gravadora Dischord. Ele comenta o EP:

“Até aquele dia, toda a minha visão de como eu via o mundo, de como eu me relacionava com os seres humanos e a maneira que eu tratava a minha vida, tudo isso pode ser sintetizado no momento em que abri a minha caixa de correios e vi que tinha recebido um pequeno pacote da Beecher Street, em Washingon.”

Ao passo que a música continua inspirando pessoas trinta anos depois da criação da banda, a estética que o grupo propôs continua muito, ou talvez até mais, influente, desde o logotipo do grupo até a arte do álbum de estúdio e dos EPs. A bandas Rancid e The Beastie Boys já se inspiraram para suas artes e muitos membros de bandas tiraram fotos de divulgação emulando a mesma posição de Brian Baker, Ian MacKaye, Jeff Nelson e Lyle Preslar. Todo tipo de imagem compartilhada pela banda já foi utilizado por diversas empresas, como por exemplo a Nike, que alterou o logotipo do grupo para patrocinar uma turnê de skate intitulada Major Threat, e uma empresa alimentícia que vendeu molho de pimenta com o nome Minor Threat Sauce.

Durante as três décadas que se passaram, os membros da banda se envolvram em diferentes projetos no campo musical e for a dele. Ian MacKaye fundou a banda Fugazi, que também se tornaria muito influente, além de produzir álbuns de estúdio de bandas como Bikini Kill e Rites Of Spring, além de co-fundar a gravadora Dischord ao lado de Jeff Nelson. O co-compositor e guitarrista do grupo, Lyle Preslar, tocou na banda Samhain e mais tarde trabalhou para as gravadoras Caroline, Elektra e Sire antes de se formar em Direito há dois anos. Brian Baker fundou o Dag Nasty, tocou no Government Issue e se uniu ao Bad Religion em 1994. O baixista Steve Hansgen, que tocou no grupo em 1982, fundou as bandas Middle Aged Brigade e Second Wind.

A banda Minor Threat sempre representará a angústia, a confiança em si mesmo e a rebeldia que caracteriza o período transitório da adolescência para a fase adulta. Não importa o quanto às coisas mudem, a intenção de ir contra a multidão pode ser resumido em uma discografia que dura menos de uma hora.

2010/12/18

Tradução: Henry Rollins Produced Charles Manson Album

Autor: Sean Michaels
Data: 2010/12/15
Título: Henry Rollins Produced Charles Manson Album
Tradutor: ThiagoSNFU
Veículo: Guadian UK
Link: http://www.guardian.co.uk/music/2010/dec/15/henry-rollins-charles-manson

Ex-vocalista da banda Black Flag, Henry Rollins revela que ele ajudou o criminoso notório a gravar uma coleção de músicas acústicas pop.


Rollins revelou na semana passada que ele foi encarregado de produzir um álbum de Charles Manson. O encarcerado líder de culto escreveu para Rollins pedindo ajuda para a mixagem de suas músicas e para lançar seu álbum. Rollins concordou e terminou o trabalho, jamais lançado, intitulado Completion.

Rollins revelou sua colaboração durante um evento que aconteceu no dia 9 desse mês, em Los Angeles, Califórnia, na rádio pública KCRW, que tocou a música para sua audiência.

“Posso ouvir todos vocês e ver seus cabelos crescendo.”

Essa foi a piada do próprio Rollins. Nos anos 80 o vocalista viveu em um closet mofado no quartel general da gravadora SST, situada no mesmo estado que lançou álbuns de estúdio dos grupos Sonic Youth, The Minutemen, o próprio Black Flag, entre outros. Um advogado que representava Manson entrou em contato com a gravadora perguntando se eles poderiam ajudar a terminar e lançar as músicas então acusado de assassinato. Naquela época, assim como atualmente, Manson estava agando uma sentença de morte pelos casos La Bianca e Tate.

Rollins aceitou produzir as músicas, mas devido a inúmeras ameaças de morte a gravadora foi obrigada a cancelar o projeto. No fim das contas, a SST imprimiu apenas cinco cópias, das quais Rollins guardou duas. As outras três, presumidamente, estão com Manson.

Em uma entrevista para a revista NME, em 2008, Rollins adimitiu que ambos foram colegas, mas não mencionou maiores detalhes sobre o álbum.

“Ele me escreveu uma carta em um momento muito inesperado e disse: Vi você na MTV e achei que você era uma cara muito legal”.

Rollins respondeu essa primeira carta.

“Nós trocamos correspondências algumas vezes em 1984. Contei para ele sobre o nosso álbum de estúdio* e ele me retornou algumas respostas semi-lúcidas. Manson fez algumas referências que o grupo The Beach Boys teria roubado suas idéias, o que me pareceu dor de cotovelo.”

“Era muito jovem e o fato dele me escrever cartas fez eu me sentir muito intenso e pesado. Sempre quis receber uma carta dele na minha caixa de correios porque a atendente do posto sempre ficava horrorizada quando via os envelopes de Manson, que eram cheios de suásticas e por isso facilmente identificáveis.

Ainda que não existe nenhum sinal que Completion será lançado, a gravadora Magic Bullet anunciou uma série de quatro discos com músicas cujos temas são “a humanidade e sua condição não sustentável com relação ao meio ambiente”. O primeiro, Air, foi lançado em agosto.

* Em 1984 a gravadora lançou três állbuns de estúdio da banda: My War em março, Family Man em setembro e Slip It In em dezembro.

2010/12/12

Tradução: Manhattan Meets Punks

Autor: Kerry Welsh
Data:
Título: Manhattan Meets Punks
Tradutor: ThiagoSNFU
Veículo:
Link:

A música incita a besta selvagem no Polliwog Park*, no domingo. Mais de 1000 pessoas compareceram na noite do punk rock. Foto por Spot**.

Manhattan encontra os punks

por Kerry Welsh

A cidade de Manhattan Beach encontrou inesperadamente o seu primeiro, e definitivamente último, contato com o gênero musical punk rock, no Polliwog Park, no último domingo.

O som caótico das bandas de new wave e punk rock Big Wow e The Tourists fez com que várias famílias abandonassem o local do evento antes mesmo da banda principal, um grupo chamado Black Flag, se apresentar. Depois que isso aconteceu, os dois grupos iniciais pareciam o Vienna Boy’s Choir*** se comparado à banda cuja cidade natal é Hermosa Beach.

Seus fãs ardentes, com cabelos nas mais concebíveis (e até mesmo inconcebíveis) cores, pulavam para cima e para baixo e se juntavam no tradicional “pogo”, bombardeando a banda e a própria platéia com garrafas e latas de cerveja, laranjas, melancias, pedras, tomates, enquanto o grupo se apresentava e tocava um admirável e frenético rock anárquico.

Enquanto isso, o vocalista do grupo, Keith, vomitava obscenidades contra o público enquanto desafiava todos para brigar. Os pais rapidamente pegaram suas crianças e foram embora do parque.

Um show de punk rock na casa de shows Fleetwood Club, em Redondo Beach, no mês de junho, teve resultado semelhante, com parte do encanamento e mobília do local danificados. “Nunca mais!” – Essa foi a frase dos donos do local, Craig Lindstorm e Svend Holm.

O organizador do Polliwog Park, Ric Morton, expressou um sentimento similar:

“O departamento de recreação estava tão embaraçado e nervoso como a audiência. Nós planejamos cada apresentação nesse local e esse tipo de performance nunca mais acontecerá aqui!”

De acordo com uma declaração do diretor do parque, James Stecklein, a banda foi escolhida de forma totalmente equivocada. James ainda completou:

“Com exceção dessa apresentação, todos os outros shows foram um tremendo sucesso, com um público de mais 20000 pessoas”.


Clique na imagem acima para ver em tamanho maior e ler a entrevista original em inglês.

2010/12/10

Notícia: Vinnie Fiorello

O site Dying Scene publicou duas curiosidades sobre Vinnie Fiorello, baterista da banda Less Than Jake. Confira a tradução compelta a seguir:

"Toda sexta-feira, os gênios do site Dying Scene revelam curiosidades sobre o gênero musical punk rock. O fato de hoje é sobre o baterista e fundador da banda Less Than Jake, Vinnie Fiorello.

Caso você saiba quem ele é, você provavelmente sabe que o Vinnie toca bateria na banda LessThan Jake , e atualmente é o dono da gravadora Paper + Plastick. Os fãs mais antigos devem saber que ele fundou a gravadora Fueled By Ramen. Contudo, suas atividades de seu currículo não envolvem música, mas outras formas de expressão cultural. Ele gerencia uma empresa de brinquedos, a Wunderland War e escreve livros de literatura infantil. Sua última obra, Sometimes Robots Like Being Robots, foi publicado pela Paper + Plastick com seu nome completo, Vincent Fiorello."

Confira a seguir a capa do livro, que custa quinze dólares:

2010/11/28

Notícias: Against Me!

Tom Gabel, compositor, guitarrista e vocalista da banda Against Me atualizou seu blog oficial para pedir desculpas em nome da banda pelas datas canceladas da turnê que o grupo faria em outubro e em novembro desse ano. Tom anunciou também que a banda rompeu o contrato com as gravadoras Sire e Warner Bros e agradece a todos os funcionários das duas empresas que ajudaram nos trabalhos do Against Me. Leia a tradução compelta da publicação a seguir:

"Um pedido de desculpa se faz necessário nesse momento para todos aqueles que compraram ingressos para ver nossas apresentações nos mese de outubro e novembro. Sentimos muito. Cancelar datas de turnês foi a última coisa que queríamos fazer, especialmente quando as datas seriam nos nossos locais favoritos ao redor do mundo. Contudo, no mês passado, devido a algumas circunstâncias que estavam nos esmagando, tivemos que reservar algum tempo da turnê para voltar para casa e colocar as coisas em ordem. Após cinco anos de relacionamento, estamos saindo das gravadoras Sire e Warner Bros. Podemos apenas agradecer todas as pessoas que nos ajudaram com nossos álbuns e nos sentimos sorutdos de ter a oportunidade de gravar nosso trabalhos enquanto estivemos com as gravadoras. Voltaremos a colocar o pé na estrada em breve em algumas apresentações em festivais de rádios no começo do próximo mês. Nosso amigo Jay Weinberg é o novo baterista do grupo e estamos muito entusiasmados com ele. No mês de janeiro no apresentaremos em algumas datas com as bandas Cheap Girls e Fences antes de nos unirmos à banda Dropkick Murphys em sua celebração ao St. Patrick's Day com um mês de duração. Em 2011 nós remarcaremos as datas canceladas e nos apresentaremos na Austrália e na Europa. Mais uma vez, nossas sinceras desculpas aos nosso fãs por todos os shows cancelados."

2010/11/26

Tradução: Malicious Myths

East Bay Ray, guitarrista da banda Dead Kennedys, publicou na página oficial do grupo no site Facebook, uma nota para explicar a respostas que Scott Kelly, guitarrista e vocalista da banda Neurosis, deu em uma entrevista recente ao site HellBound.CA sobre o relacionamento do grupo com a gravadora Alternative Tentacles, cujo dono e fundador é Jello Biafra, ex-vocalista da banda na qual East Bay Ray ainda toca. Confira a seguir a tradução da nota, na íntegra:

Mitos Maliciosos

"O grande inimigo da verdade muitas vezas não é a mentira deliberada, desonesta e planejada, e sim o mito, que é irreal, persistente e persuasivo. A fé em mitos permite o conforto de opinião sem o desconforto do pensamento." - John Fitzgerald Kennedy

A página da banda no Facebook foi recentemente invadida por um pequeno número de seguidores, algums deles com contas falsas, promovendo falsa informação sobre Klaus Flouride, D.H. Peligro e sobre a minha pessoa. Como vocês podem imagina, é horrível quando as pessoas espalham mentiras sobre você. Por esse motivo, para permitir que todos saibam o que de fato aconteceu, aqui está o que nosso vocalista fez conosco.

Jello Biafra é uma pessoa muito talentosa, nós colaboramos e criamos ótimas músicas juntos e ele também é um excelente orador, mas talento e a oratória não indicam caráter. Ele traiu nós três e tudo o que o Dead Kennedys defende, roubou os royalties pelas nossas costas e também créditos do processo de composição das músicas.

Assim que sua ganância foi finalmente provada, Biafra usou seu carisma e sua posição para espalhar mentioras e mitos maliciosos sobre nós para cobrir e distrair todos de sua própria traição para com a banda. Nós continuamos a ouvir mentiras contadas e espalhadas por pessoas que nunca se tiveram conhecimento da situação. A experiência foi uma das piores coisas que nós três tivemos de aguentar e foi devastador aprender que os ideais que Biafra defende não significam nada para ele, tudo o que ele faz é só fachada e ele só pensa no próprio umbigo.

Agora que a banda Neurosis finalmente recuperou da gravadora Alternative Tentacles os direitos autorais do álbum de estúdio Enemy Of The Sun, os membros podem falar como eles foram roubados por Biafra assim como ele nos roubou.

Felizmente, a música do Dead Kennedys é maior do que qualquer personalidade e esperamos que a nossa música e mensagens básicas continuem vivendo.

2010/10/19

Tradução: The Oral History Of Epitaph Records

Autor: Jason Buhrmester
Data: 19/10/2010
Título: The Oral History Of Epitaph Records
Tradutor: ThiagoSNFU
Veículo: Spin
Link: http://www.spin.com/articles/oral-history-epitaph-records?page=0%2C1

A cena punk original da cidade de Los Angeles viveu rápido, morreu jovem e deixou para trás os cabeludos. Durante os acontecimentos, o guitarrista da banda Bad Religion, Brett Gurewtiz, fundou a gravadora Epitaph dentro de uma espécie de closet no fundo do seu estúdio de gravação e eventualmente enviou músicas de bandas punks para lista das músicas mais tocadas e fez com que as grandes gravadoras se apressassem para acompanhar o crescimento de uma independente. Manter-se relevante na cena punk durante todo o caso parecia impossível. Pela primeira vez na história, as pessoas que estavam por trás dessa explosão, estão celebrando os trinta anos de punk rock, um verdadeiro grito contra o mainstream.

Quatro adolescentes que estudavam no colégio El Camino High School, na cidade de Woodland Hills, na Califórnia, formaram o Bad Religion e se apresentaram pela primeira vez abrindo um show da banda Social Distortion em uma festa realizada em um depósito.

Brett Gurewitz (Bad Religion): Nós tínhamos apenas oito músicas e a maioria delas tinham um minuto de duração, por isso tocaríamos provavelmente por quinze minutos.

Jay Bentley (Bad Religion): Lembro que estava vomitando e pensando que estava tão nervoso que ia molhar as calças.

Jennifer Finch (L7): Achei uma bosta. Achei que eles estavam chegando tarde demais na cena. Haviam bandas como Circle Jerks e Fear que já eram mais conhecidas e fortes na cena local. Eles eram crianças que vinham do vale contra todos os punks. Essas bandas possuíam uma atitude e som violento enquanto que o Bad Religion era mais melódico e tolo.

Edward Colver: A cena já estava formada, as bandas já tinham saído da lama: “Agora que temos uma banda, tocaremos na próxima semana!” Naquela época, a cena já contava com mais de 200 punks desajustados.

Jay Bentley: Assistir bandas como The Adolescents fazendo harmonias com três notas foi um grande incentivo para nós. Nos os assistíamos tocando e conversamos entre nós que era aquilo que queríamos fazer.

Greg Graffin (Bad Religion): A sociedade evitava os punks porque ela achava que eles não tinham nada para oferecer. Por isso, durante o começo dos anos oitenta, eu estava interessado em escrever músicas que os atingisse substancialmente de alguma forma, algo que não fosse apenas para participar da roda punk.

Em 1981, a banda grava o seu primeiro e homônimo EP. Brett empresta mil dólares de seu pai para imprimir as cópias originais pela sua gravadora, cujo nome é emprestado de uma música do artista King Crimson. O primeiro álbum de estúdio, How Could Hell Be Any Worse?, foi lançado no ano seguinte. Carregado com músicas articuladas cujas letras tratavam da separação do estado com a igreja e uma guerra nuclear. Ficou claro que ambos os compositores eram mais inteligentes que a média dos punks.


Brett
Gurewitz: Eu não era um bom aluno e era o tipo de perdedor no colégio. Entretato, meus pais me incentivaram a gravar álbuns e a vendê-los.

Jay Bentley: Nós todos ficamos chocados com o número de cópias que vendemos. Acho que foram cerca de 10.000. Nesse momento eu me perguntei: “Cadê o dinheiro?” Acabei me dando conta que Brett tinha um sério problema com drogas e o dinheiro todo se foi.

As drogas e a violência destruíram rapidamente a cena punk, e em 1983 a maioria das casas de shows se recusavam a contratar bandas punks. O departamento de polícia de Los Angeles acabou com os poucos membros que restavam.

Jennifer Finch: em 1984 Los Angeles sediou as Olimpíadas. Muitas equipes da SWAT treinavam controle de multidões nos shows de punk rock. Eles apareciam cm um equipamento completo para controlar motins. De repente apareciam até mesmo helicópteros. Muitas regulamentações com respeito ao toque de recolher começaram a aparecer.

Sem lugar para tocar, o Bad Religion afogou-se enquanto escrevia as músicas para seu segundo álbum de estúdio. O resultado final, Into The Unknown, apresentou músicas progressivas e acompanhadas por teclado que a banda repudia até hoje. Brett deixa o grupo para terminar o colégio e abre o Westbeach Recorders para contratar algumas bandas na Epitaph, como os grupos L7 e Little Kings, este com o guitarrista Gore Verbinski, que mais tarde seria o diretor do filme Piratas Do Caribe.


Sem lugar para tocar, o Bad Religion afogou-se enquanto escrevia as músicas para seu segundo álbum de estúdio. O resultado final, Into The Unknown, apresentou músicas progressivas e acompanhadas por teclado que a banda repudia até hoje. Brett deixa o grupo para terminar o colégio e abre o Westbeach Recorders para contratar algumas bandas na Epitaph, como os grupos L7 e Little Kings, este com o guitarrista Gore Verbinski, que mais tarde seria o diretor do filme Piratas Do Caribe.

Gore Verbinski: Brett tinha uma casa em Hollywood Boulevard. Nós tocávamos lá e bebíamos em um beco que ficava do outro lado de uma rua coberta de vidro oriundo de janelas de carro quebradas. O modelo de Brett, que é muito ótimo, é gravar um álbum que não custe nada e aí entrar em uma van e fazer as turnês. Eu estava começando a dirigir filmes e isso estava decolando, por isso não iria parar dentro de uma van. Tínhamos um álbum mas não uma banda, isso foi um total desastre.

Jennifer Finch: Brett era uma cara legal de se chamar para dar umas voltas. Ele realmente é muito excêntrico, possui vários diferentes interesses, fala muito rápido e tem uma energia incrível. Ele é divertido e está no topo de um grupo social. Acho que os psiquiatras chamam isso de narcisismo.

Graffin, que estava matriculado no programa de geologia da UCLA, mantém a banda com apresentações esporádicas do guitarrista da banda Circle Jerks, Greg Hetson, com diversos bateristas e baixistas. Em 1987, Brett, Jay e o baterista Pete Finestone retornam para o grupo e lançaram no ano seguinte aquele que seria o terceiro álbum de estúdio e um dos mais importantes da carreira: Suffer. O álbum foi um tapa na cara da sociedade conservadora dos anos 80 nos Estados Unidos. Mais importante do que isso, o ritmo e o tom das músicas ajudou a redefinir a cena punk do Sul da Califórnia e a habilidade que Brett mostraria por trás da banda, como um verossímil produtor, ainda que a audiência não fosse garantida.


Fletcher Dragge (Pennywise): O álbum Suffer por si só recomeçou todo o movimento. Ele é definitivamente um dos melhores álbuns punks que já foram escritos, além de toda a inspiração que proporcionou e fez com que algumas bandas voltassem para a cena.

Dexter Holland (The Offspring): Estávamos dando umas voltas com os caras que tocavam no Operation Ivy e eles estavam ouvindo o álbum. As músicas se sobressaíram porque nelas havia muita melodia.

Tim Armstrong (Rancid): Foi a melhor gravação punk que eu já ouvi.

Lars Frederiksen (Rancid): Suffer foi lançado e a cópia não saiu da minha mesa até o fim do verão.

Dave Smalley (Down By Law): Uma das minhas bandas favoritas no mundo até hoje é Chicago. Eles possuem belas harmonias. Bad Religion era melhor do que Chicago, e era uma banda punk.

Fat Mike (NOFX): Eu me lembro que esse era o punk rock que amava quando era criança. Hardcore melódico do Sul da Califórnia! Deveríamos ter tocado mais nesse estilo.

Jim Linberg (The Black Pacific): De uma hora para outra deixamos de ser uma simples banda da praia e nos tornamos muito parecidos com o Bad Religion.

Encorajado pelo sucesso de Suffer e entusiasmado com a ressurreição da cena da Califórnia, Brett volta a dedicar-se para a gravadora Epitaph, produzindo e lançando álbuns de bandas como Down By Law, NOFX e Pennywise. Em seguida, Brett contrata Rancid e The Offspring .

Brett Gurewitz: O que estava nos acontecend era alg bom, orgânico, real e que estava crescendo.

Fat Mike: NOFX foi a primeira banda na gravadora quando começou para valer. Trabalhei lá durante o feriado da Páscoa, estava enviando 100 cópias do No Control, 100 cópias de Suffer e 5 do nosso álbum.

Gore Verbinski: Dirigi o vídeo-clipe S&M Airlines, da banda NOFX. Fomos até o Aeroporto Internacional de Los Angeles, pulamos a cerca e filmamos um bando de aviões. Nunca havia filmado em tela-verde antes, mas usamos o método e gravamos a banda. A parede era apenas metade pintada em verde e a nossa tinta não batia com o muro. Aquilo foi um puro esboço.

Jeff Abarta (Epitaph): Por volta de fevereiro de 1991, Brett finalmente me disse: “Tudo bem, venha para a entrevista”. Foi muito estranho. Na época eu trabalhava na farmácia Say-On e lá nós funcionários usávamos gravatas. Compareci na entrevista com esse traje e quando me deparei com o Fat Mike, pensei: “Quem é esse mane?” Fui o primeiro empregado oficial da gravadora.

Fletcher Dragge: Todos queriam estar na Epitaph ou musicalmente parecer que eram da grabadora. Eu me lembro que durante uma conversa com Brett, ele me disse que gostaria que fossemos a Dischord da costa oeste.

Dave Smalley: As bandas gostavam uma das outras. Nós cantávamos nas músicas das outras bandas que iam para os álbuns, nos os produzíamos e freqüentávamos os shows das nossas bandas.

Fat Mike: Terminei o colégio somente depois que a banda NOFX foi para a Europa. Nunca vendi nada! Após a turnê, lançamos o álbum de estúdio Ribbed em 1991. Lucrei 8000 dólares naquele ano e pensei: “Caralho, eu posso viver disso!”


Dexter Holland: Lembro que uma vez sentei em frente a uma mesa com o Brett e ele me disse: “Vocês podem ser uma grande banda, não tão grande como Nirvana, mas quase tão grande quanto.”

Jim Lindberg: Brett tinha um ouvido perfeito para o que ele queria alcançar e como as bandas se encaixariam na gravadora. Tocamos em noites memoráveis no Hollywood Palladium assim que o nosso segundo álbum de estúdio foi lançado. Todas as bandas que gostávamos de ver estavam na mesma gravadora.

Brett Gurewitz: O primeiro álbum de estúdio da banda Rancid vendeu 30000 cópias assim que foi lançado. O movimento era grande e a mídia não se dava conta disso. Chegamos a um ponto, por volta do fim dos anos 80 e início dos 90, que a gravadora vendia milhões de cópias por ano, e mesmo assim ninguém sabia que nós existíamos, com exceção dos fãs que compravam os CDs.

Jay Bentley: Certo dia, Roy Bittan, tecladista da banda E Street Band, ligou-me para conversar sobre a Epitaph. Brett e eu nos reunimos com ele e Roy nos mostrou todo o seu plano montado para o álbum de estúdio Against The Grain. Ele nos disse que o trabalho ficaria melhor se reagravássemos e reescrevêssemos tudo sobre sua produção. Esse foi um insulto monumental para três caras que estavam trabalhando em um depósito imprimindo manualmente 100000 cópias e que estavam muito orgulhosos pelo seu trabalho.


Brett Gurewitz: Para o resto do mundo parecia que nós éramos como aqueles historiadores que recriavam a Guerra Civil. “Você continuam fazendo esses shows punks? Que dedicados!”

Jim Lindberg: A explosão no Sul da Califórnia aconteceu quando os surfistas e skatistas colocaram as músicas das nossas bandas em seus vídeos. Quando fizemos nossas primeiras turnês na Austrália e Europa, mais de mil pessoas apareciam nos nossos shows e eles conversavam com nós sobre esses vídeos.

Dexter Holland: Acho que ninguém fez isso sozinho. Todos os fãs que curtiam andar de skate ou surfar amariam facilmente bandas como Pennywise. Estávamos gravando o nosso álbum Smash na época e o crescimento era perceptível a cada semana e perdurou por seis ou nove meses.


Greg Graffin: Eu me preocupava muito com o foco que a gravadora dava em nós. Brett já estava dividido. Encontrei-me com representantes da gravadra Atlantic que me disseram: Não, nós daremos focaremos em vocês!” O que eu sabia?

Brett Gurewitz: Certa noite, estava dirigindo de volta para casa e não queria entrar em casa porque não queria para de ouvir as músicas do álbum Smash. Comecei a andar em volta do quarteirão várias vezes para ouvir o trabalho vezes e mais vezes. Assim que minha esposa me cumprimentou na porta de casa, disse para ela: Querida, vamos ficar ricos!

Greg Hetson (Bad Religion): Não acho que Brett tinha os recursos necessários para vender mais cópias ou as produzi-las de acordo com a demanda. Dez segundos depois que a nós assinamos o contrato com a Atlantic, a banda The Offspring explodiu nas paradas.

Fletcher Dragge: Não sei como aconteceu, algumas semanas depois estava sentad em um restaurante japonês e Come Out And Play chegou nas rádios, e todos começaram a bater seus hashis em qualquer vidro que encontravam por perto. Pensei: “Que diabos está acontecendo aqui?”

Brett Gurewitz: Algumas semanas depois, tudo mudou.