2010/11/19

Download: Discografia: Descendents

Essa publicação trás links para o download da discografia da banda Descendents. Clicando nos títulos a seguir, você acessará uma nova página com maiores informações (arte, divulgação, lista com as faixas e produção) e um link para baixar o arquivo compactado que contém arquivos .mp3 na qualidade 320kbps com as tags editadas, todos hospedados em servidores do site 4Shared.

1979 Ride The Wild / It's A Hectic World (S)
1981 Fat EP (EP)
1982 Milo Goes To College (AE)
1985 I Don't Want To Grow Up (AE)
1986 Enjoy! (AE)
1987 All (AE)
1987 Liveage! (AV)
1988 Two Things At Once (C)
1989 Hallraker Live! (AV)
1991 Somery (C)
1996 Everything Sucks (AE)
1997 I'm The One (S)
1997 Sessions (EP)
1997 When I Get Old (EP)
2001 Live Plus One (AV)
2004 'Merican (EP)
2004 Cool To Be You (AE)

Evento: Liga Juvenil Anti-Sexo II

Hoje a noite, a partir das 19:00, no Espaço Impróprio, em São Paulo, acontece a segunda edição do evento Liga Juvenil Anti-Sexo. A entrada é gratuita. Haverá um bate-papo sobre pós porngrafia e exibições de vídeo com Leonor Silvestri; oficina de absorventes ecológicos e performance teatral com o título "Minha Vagina Não É Um Troféu".

Amanhã o evento continuará a partir das 13:00 e será servido um almoço até as 14:00. A entrada custa R$10,00. Haverá apresentação audio visual com o título "MM Não É Confeti"; bate-papo, lançamento de zine e performance teatral com o título Esse Corpo É Meu; oficina com o título "Ética Do Desejo Libertário E Das Afetações Livres"; palestra sobre gênero, machismo e misoginia; performance teatral com o título "Porno Ludita Sexual De Gênero", com Leonor Silvestri, e show com o artistas Cancioneiro Genérico Do Fim Dos Tempos e as bandas Life Lifters e The Mersey Beggars.

No domingo, a partir do mesmo horário, termina a segunda edição do evento. A entrada custa R$10,00. Haverá bate-papo com o título "(In)visibildade Bissexual - Clichês, Tabus E Estigmas"; oficina sobre a saúde da mulher e com o título "Pós Pornografia", com Leonor Silvestri; palestra com o título "A Expropriação Do Útero - Começando Pelo Coração Feminino"; performance com título "Minha Vagina Não É Troféu", com Des_Fetish_Show; projeção com o título "Que Pornografia É Essa?" e shows com as bandas Teu Pai Já Sabe?, Tuna e XAmorX.



Notícias: Agnostic Front

A banda Agnostic Front atualizou sua página oficial no site Facebook, anunciou que seu compositor e vocalista, Roger Miret, terminou de gravar sua parte em dez faixas do próximo álbum de estúdio do grupo, ainda sem título e data de lançamento definidios, e publicou algumas fotos tiradas durante o processo de gravação das músicas. Confira-as a seguir:



O útlimo álbum de estúdio do grupo, Warriors, foi lançado no dia 6 de novembro de 2007 pela gravadora Nuclear Blast.

2010/11/17

Turnês: Dropkick Murphys

A banda Dropkick Murphys atualizou seu site oficial e anunciou a primeira turnê que fará no ano que vem. Ela começará no dia 23 de fevereiro e irá até o dia 19 de março. A primeira apresentação acontecerá na cidade de Niagara Falls, New York, e a última em Lowell, Massachusetts. A banda Against Me! foi convidada para abrir todas as apresentações exceto a do dia 25, na qual a banda principal se apresentará antes de uma partida de hóquei no gelo e no dia 12, durante o festival irlandês Shamrock. Seu último álbum de estúdio, The Meanest Of Times, foi lançado no dia 18 de setembro de 2007 pela gravadora Born & Breed.

Notícias: Ben Weasel

Ben Weasel, compositor, guitarrista e vocalista da banda Screeching Weasel, atualizou sua página oficial no site Facebook e anunciou que o programa Weasel Radio voltou ao ar após dois anos de hiatus. Clique aqui para ouvir.

Download: Pennywise: Reason To Believe

Nono e até o momento último álbum de estúdio da banda Pennywise, lançado no dia 25 de março de 2008 pelas gravadoras Epitaph em formato físico na Europa e MySpace no resto do mundo através de download gratuito, em formato CD e vinil com duas faixas bônus exclusivas. A intenção original era de que o álbum fosse lançado em 2007, com o mesmo intervalo de dois anos que os álbuns de estúdo do grupo eram lançados, que seu título fosse Free For The People. Essa foi a primeira vez que um trabalho da banda recebe o selo Parental Advisory em algumas cópias originais, ainda que conteúdo explícito possa ser observado na maioria de seus álbuns anteriores.

Arte


Composição

Em setembro de 2005, a banda revelou que após a turnê de divulgação de seu último álbum de estúdio, The Fuse, voltaria para o estúdio no começo do ano seguinte para gravar novo material.

Em maio de 2006, o título da primeira música foi revelado: Brag, Exaggerate & Lie. Em outubro do mesmo ano, o guitarrista do grupo, Fletcher Dragge, anunciou que todos os membros do grupo estavam trabalhando em cima de novas canções e que eles se reuniriam nos próximo meses para as primeira gravações, e que o álbum seria lançado no próximo verão do hemisfério norte.

Durante uma entrevista em uma data da turnê Vans Warped Tour de 2007, Fletcher revelou que a banda 60 músicas prontas e que passaria o outono daquele ano escolhendo quais fariam parte do próximo álbum de estúdio. No mês de outubro Randy Bradbury revelou que escreveu a maioria das músicas para o novo trabalho do grupo.

Equipe

Byron McMackin - baterista
Fletcher Dragge - guirrista
Jim Lindberg - vocalista
Randy Bradbury - baixista

Faixas

01 As Long As We Can (03:08)
02 One Reason (02:53)
03 Faith And Hope (03:03)
04 Something To Live For (02:37)
05 All We Need (02:47)
06 The Western World (03:11)
07 We'll Never Know (02:41)
08 Confusion (03:00)
09 Nothing To Lose (02:56)
10 It's Not Enough To Believe (02:37)
11 You Get The Life You Choose (02:50)
12 Affliction (02:03)
13 Brag, Exaggerate & Lie (03:18)
14 Die For You (03:38)
15 Next In Line (03:09)
16 One Nation (02:46)
17 Just One More Day (03:18)

A faixa 15 está disponível apenas para a versão em formato CD, a faixa 16 em formato LP e a faixa 17 ficou disponível para download gratuito entre 25 de março e 8 de abril de 2008.

Produção

A notícia mais importante de 2007 foi que o álbum seria lançado gratuitamente pela gravadora MySpace e a distribuidora Textango, enquanto que a gravadora Epitaph lançaria o formato físico e um DVD bônus com duas faixas extras.

O primeiro single, The Western World, começou a tocar na rádio californiana KROQ no dia 20 de fevereiro de 2008. No dia 20 de março, o álbum foi disponibilizado para download e no fim do mesmo mês, Reason To Believe já havia sido baixado 400.000. A turnê de divulgação começou no dia 28 de setembro no Tucso Elecrtic Park KFMA, em Tucson, cidade localiada no estado do Arizona.

2010/11/16

Música: Rust Belt Lights

O site PunkNews.ORG publicou para audição gratuita o novo álbum de estúdio da banda Rust BeltLights , These Are The Good Old Days, que será lançado no próximo dia 30 pela gravadora Paper + Plastick. Clique aqui para ouvir.

Notícias: The Queers

O site Stereo Killer publicou para audição gratuita o último álbum de estúdio da banda The Queers, Back To The Basement, lançado hoje pela gravadora Asian Man. Clique aqui para ouvir.

Notícias: Descendents

A banda Descendents atualizou seu site oficial e anunciou sua primeira apresentação confirmada para o ano que vem. O show acontecerá durante a 20a edição do festival belga Groezrock, que acontece desde 1992 na cidade de Meerhout, cidade localizada na províncua de Antwerp. A banda dividirá os palcos com Comeback Kid, Dashboard Confessional, Further Seems Forever, Madball, NOFX, No Trigger, Shai Hulid, Streelight Manifesto, Teenage Bottlerocket, entre outras. Seu último álbum de estúdio, Cool To Be You, foi lançado no dia 23 de março de 2004 pela gravadora Fat Wreck Chords.



2010/11/15

Vídeo-Clipe: The New Enemy

A banda The New Enemy publicou na sua página oficial no site YouTube o vídeo-clipe da música Crawdaddy!, segunda faixa de seu último EP, Shakedown, produzido por Simon Head e mixado por Nick Zampiello, que já trabalharam, respectivamente, para as bandas SNFU e AgainstMe! . Assista-o a seguir:




Festivais: KROQ Almost Acoustic Christmas

A rádio californiana KROQ atualizou seu site oficial para anunciar a 21a edição do festival anual KROQ Almost Acoustic Christmas, que acontecerá nos dias 11 e 12 do próximo vez no Gibson Amphitheatre, teatro da comunidade de Universal City, em Los Angeles, cidade localizada no estado da Califórnia. As vendas dos ingressos, que custam US$75,00, para os integrantes do street team da rádio começam no próximo dia 18. Até o momento, os seguintes artistas e bandas foram confirmadas: A Day To Remember, Anberlin, Bad Religion, Brandon Flowers, Broken Bells, Cake, Edward Sharpe & The Magnetic Zeros, Florence & The Machine, Jimmy Eat World, My Chemical Romance, Neon Trees, Phoenix, Social Distortion, Switfchfoot, The Black Ketsm The Dirty Heads, The Smashing Pumpkin, The Temper Trap e Vampire Weekend. Ouça a seguir as músicas dos grupos que se apresentarão no festival.


Notícias: Bouncing Souls

A banda Bouncing Souls atualizou seu site ofical e anunciou maiores detalhes sobre a sua participação na edição desse ano do festival Home For The Holidays, que acontecerá nos dias 26, 27, 28 e 29 de novembro em Asbury Park, cidade localizada no estado de New Jersey. O grupo se apresentará em todas as datas tocará músicas específicas de seus álbuns de estúdio. No primeiro dia, músicas do The Good, The Bad, And The Argyle e Maniacal Laughter. No dia seguinte, Bouncing Souls e Hopeless Romantic. No dia 28, How I Spent My Summer Vacation e Anchors Aweigh. No último dia, para fechar com chave de ouro, a banda tocará músicas dos dois últimos álbuns, The Gold Record e Ghosts On The Boardwalk.

Notícias: Silverstein

A gravadora Hopeless atualizou seu site oficial e anunciou que assinou contrato com a banda Silverstein. O próximo EP do grupo, Transitions, será lançado no próximo dia 7.

"Assinamos contrato com a gravadora Hopeless! Somos fãs dela desde a sua criação e seus representantes foram nossos grandes amigos durante esses anos. É muito bom trabalhar com pessoas que não apenas abraçam a cena, mas também de fato ajudaram a cria-la. Após contactar muitas gravadoras, sentimos que seria melhor para nós ficar aqui com Louis e todos os outros funcionários da Hopeless."

Confira a seguir a lista com as faixas e um vídeo que a própria gravadora publicou no seu canal oficial no site YouTube para divulgar a banda:

01 Sacrifice
02 Darling Harbour
03 Dancing On My Grave
04 Replace You
05 Wish

Fotos: The Black Pacific

Há um mês, a banda The Black Pacific, cujo compositor, guitarrista e vocalista é Jim Lindberg, apresentou-se na famosa casa de shows The Key Club, onde a banda anterior de Jim, Pennywise, gravou seu primeiro e até o momento único álbum ao vivo. Confira a seguir algumas fotos da apresentação:








Show: Nikola Sarcevic

Nikola Sarcevic, baixista, compositor e vocalista da banda Millencolin se apresentará hoje a noite, a partir das 21:30, no Ton Ton Jazz, em São Paulo. Os ingressos, que custam R$25,00, poderão ser comprados na hora, no local do show, e foram vendidos nas lojas Doombox, que se encontra na Galeria Ouro Velho, 18, na Rua Augusta 1371, e na Loja 255 da Galeria Do Rock, que se encontra na Avenida São João, 439. O Ton Ton Jazz encontra-se na Avenida Dos Pamaris, 55, Moema. O último álbum de estúdio do artista, Nikola & Fattiglapparna, foi lançado no dia 3 de março desse ano pela gravadora Stalemate Music.

Download: Pennywise: The Fuse

Oitavo álbum de estúdio da banda Pennywise, lançado no dia 9 de agosto de 2005 pela gravadora Epitaph.

Arte


Faixas

01 Knocked Down (02:44)
02 Yell Out (02:34)
03 Competition Song (02:41)
04 Take A Look Around (02:14)
05 Closer (03:15)
06 6th Avenue Nightmare (02:39)
07 The Kids (03:22)
08 Fox TV (02:36)
09 Stand Up (03:17)
10 Dying (02:18)
11 Disconnect (02:57)
12 Premeditated Murder (02:40)
13 Best I Can (02:43)
14 18 Soldiers (02:39)
15 Lies (04:02)

Equipe

Byron McMackin - baterista
Darian Rundall - produtor
Fletcher Dragge - guitarrista
Randy Bradbury - baixista
Jim Lindberg - vocalista

Download

2010/11/14

Show: Atacama + Nunca Inverno + Stags

Hoje a tarde, a partir das 17:00, as bandas Atacama, Nunca Inverno e Stags se apresentarão na Sede Da Fiel, em Brusque. Os ingressos custam R$3,00. A Sede Da Fiel se encontra na Rua General Osório, 588, Guarani.

Entrevista: Milo Aukerman (Descendents)

Autor:
Data: 26/10/10
Título: Milo Aukerman (The Descendents Interview)
Tradutor: ThiagoSNFU
Veículo: Medicinal Relevance For You
Link: http://mrfy.tumblr.com/post/1408509284/milo-aukerman-the-descendents-interview

Entrevistador: Está muito bem documentado que você investiu o intervalo entre os álbuns de estúdio Milo Goles To College e I Don’t Want To Grow Up na faculdade e distante da banda. Como as primeiras experiências longe do grupo e o costume de viver fazendo turnês afetaram o que aconteceria depois? Em algum momento da sua vida, você sentiu dúvida em algum aspecto da sua carreira no começo das apresentações?

Milo Aukerman: O primeiro hiatus, que aconteceu entre 1983 e 1984, foi crucial para a minha decisão de sempre levar uma vida fora do contexto musical. Naquela época cheguei a conclusão que eu era tão apaixonado pela ciência quanto pela música, e os dois assuntos começaram a duelar dentro de mim como um jogo de cabo de guerra, algo que acontece até os dias atuais. Além desse conflito de paixões, a dúvida contribuiu muito para as minhas vacilações científicas e musicais. Nunca levei a sério levar uma carreira musical, portanto a idéia de ser um músico poderia ser facilmente colocada dentro de uma gaveta. Da mesma maneira, não tinha a mínima certeza de onde eu conseguiria trabalhar como cientista, o que felizmente acabou acontecendo. Eu me sinto muito agradecido pelas coisas que saíram bem, ainda que eu não tenha me comprometido integralmente a uma ou outra.

E: A arte da capa do primeiro álbum de estúdio é um esboço de seu rosto?

MA: Sim, isso foi uma idéia do Bill Stevenson. Quando começamos a gravar as músicas, ele já sabia que eu ficaria por fora por alguns meses devido à academia e por isso ele teve essa idéia. Como piada, ele chama esse álbum de “Milo Jumps Ship”*. Entramos em contato com um amigo nosso, o Jeff Atkinson, e pedimos para ele criar o desenho. O desenho foi baseado em uma arte de outro amigo nosso, Rodger Deuerlein, que já desenhava imagens nos tempos de colégio por pura diversão e intitulava elas de “The Misadvenures Of Milo”**.

E: Depois de uma rápida pesquisa na Internet, notei que vários flyers que divulgam várias datas presentações com as bandas Bad Religion, Black Flag, Circle Jerks, D.O.A., Hüsker Du e The Minutemen em um mesmo local. Pessoas da minha idéia geralmente ficariam com dúvida se um show desses realmente aconteceu. Após todos esses anos, quais foram as bandas mais legais que o Descendentes já dividiu o palco em uma mesma data e local?

MA: Não sei se essas apresentações realmente aconteceram mas se isso aconteceu foi quando dividimos o palco com os grupos Black Flag, Hüsker Du, Red Cross, Saccharine Trust e The Minutemen. Tocávamos direto com essas bandas entre 1980 e 1983 e talvez esse tenha sido o mais divertido. Outro que eu me lembro foi no restaurante Mi Casita, em Torrance, cidade localizada no estado da Calfórnia, tocamos com o Black Flag, Hüsker Du, Red Cross e St Vitus. Guardei dezenas de fotos e arquivos de vídeo dessa apresentação.

E: O gênero musical punk rock esteve sempre em mudança. O que ele significou com o Black Flag em 1984, com o NOFX em 1996 e com a banda Set Your Goals em 2010 difere muito nesses três períodos. Qual é a semelhança entre essas bandas que completam esse entrevalos? Haverá sempre alguma coisa que será punk?

MA: Diria que a postura do DIY***, que era definitivamente verdadeira nas eras das bandas Black Flag e NOFX. Não posso dizer nada que se aplique a terceira banda que você mencionou porque nunca ouvi falar dela. Sinto que esse espírito autônomo ainda existe em algumas bandas que participam de suas respectivas cenas, mas infelizmente isso acontece menos devido a “corporação punk” que claramente deixa a desejar no espírito independente.

E: Não há duvida que você se inspirou em artistas para recriar sua maneira de cantar e tocar . Como você se sente sendo a fonte de inspiração, sabendo que as letras de suas músicas causam tanto impacto na vida de pessoas que você nem conhece?

MA: Eu sinto que deveria ter entrado em contato com os meus heróis e ter contado para eles como eles me mudaram, da mesma maneira que as pessoas fizeram e fazem comigo. Tenho certeza que a reação que meus heróis teriam seria a mesma que tenho: confusão, excitação, gratidão. Excitação porque trata-se de mais uma celebração do poder da música que de geração em geração inspira a todos. Gratidão porque nunca imaginei que as pessoas encontrariam uma conexão tão forte com nossa música. Por fim, confusão porque não consigo descobrir como ou porque, tudo isso apenas aconteceu.

E: Quando vocês decidiram lançar um novo trabalho em 2004, como começou o relacionamento da banda com a gravadora Fat Wreck Chords?

MA: Somos amigos do Fat Mike desde os anos 80, mostramos para ele que estávamos preparando um álbum e ele realmente se mostrou disposto a lançá-lo. Uma situação dessas é muito ótima para a banda, somos fãs do NOFX e eles são nossos fãs. Não há como pedir um relacionamento de trabalho melhor do que esse.

E: O grupo se apresentará em algumas datas na Austrália no mês de Dezembro. Como vocês se preparam que vocês precisam fazer já que estão voltando aos palcos depois de alguns anos sem tocar? Como será essa pausa na sua carreira profissional como cientista?

MA: A idéia é não parar com a minha carreira como cientista. Eu não tenho planos de fazer uma turnê. Os shows australianos são uma espécie de exceção e esse será o único modo que a banda irá se apresentar de agora em diante. No momento estamos ensaiando e nos preparando para o exame, para esses shows. Para mim, o mais importante é deixar minha voz mais consistente e poderosa, não quero estourá-la após o primeiro show. Voltar para casa mais cedo seria muito chato.

E: Existem planos de shows seguintes aos que acontecerão na Austrália?

MA: Vamos ver, estou com pouco tempo para me ausentar do meu trabalho. Não expere uma turnê abrangente, mas apenas alguns shows aqui e ali.

I: Está claro que a banda Blink 182 foi muito influenciada pelos Descendents. Quando foi o seu primeiro contato com eles e qual é a sua opinião sobre a cópia do som?

MA: Conheci eles na edição de 1997 da turnê Warped Tour. Até então eu nunca tinha ouvido falar da banda mas julgando pela multidão o grupo estava se tornando grande. Eles tinham acabado de lançar o álbum Dude Ranch e até que gostei da música, reconheci a influência da banda da qual participo. Eu não me importo que outras bandas emprestem o nosso som para criar sua própria música até porque nos fizemos isso e recriamos o que achamos ser necessário. De qualquer forma é rock ‘n roll, os mesmos três acordes de sempre.

E: Você criou música nos últimos trinta anos. Qual foi o momento na sua carreira que mais de encheu de orgulho?

MA: O momento foi quando respondi a uma entrevista sobre sexo para a revista Playboy. Esse foi o ápice do meu sucesso!

I: Caso alguém nunca tivesse escutado nenhuma música da sua banda, qual seria o álbum que você recomendaria?

MA: Provavelmente recomendaria Somery, porque é uma compilação e trás um pouco de tudo.

E
: Pode-se dizer que com a banda ALL o som se tornou mais pop. A progressão aconteceu de maneira deliberada oi foi algo natural?

MA: Foi natural. Cresci ouvindo as bandas The Beach Boys e The Beatles e nós nos sentimos muita satisfação em escrever esse tipo de músicas. Há um elemento visceral em escrever músicas pop que não pode ser batido: a lírica e a melodia que expressa uma emoção intensa.

E: Você consegiu sucesso em todos os campos profissionais que decidiu atravessar. Quais são os planos para o futuro?

MA: Tenho filhos de seis e oito anos, isso é um pouco banal e entediante, mas eles são o meu foco, o meu futuro. Não sou de fato muito ambicioso, tento apenas ser criativo em tudo o que faço e procuro encontrar um sentido para a minha vida a cada momento. Meus filhos são uma espécie de tomada para a minha criatividade e continuarão sendo por algum tempo. Assim que eles se tornarem independentes e saírem de casa, talvez conquistarei o mundo.

E: Você está surpreso com o repentino interesse em cópias originais em formato vinil que surgiu na população de um modo geral?

MA: Acho legal. Tenho várias cópias de bandas punks e as guardo com cuidado porque não tenho dúvida que o som fica melhor nesse formato. Diferente do que faço agora, nunca cuidei muito bem dos discos mas parece que o som fica melhor mesmo com os riscos.

E: Fecharei a entrevista perguntando sobre algo que perguntei recentemente para Henry Rollins. As pessoas enxergam a cena dos anos 80 com certo romance, como uma utopia musical que abriu caminho para as bandas atuais. Para fechar as minhas perguntas, pergunto francamente, tudo era tão divertido como as pessoas querem acreditar que foi?

MA: Com certeza! Você precisa lembrar que naquela época as corporações de gravadoras ainda não tinham roubado toda a diversão. Havia ingenuidade entre os membros das bandas, todos tocavam porque aquele era um momento de encontrar os amigos, dar umas voltas, sem a idéia de entrar na lista top 40 da Bilboard ou algo do tipo. Essa falta de expectativa por sucesso comercial foi acabando com o surgimento de novas bandas que começaram a sonoramente se parecer totalmente diferente com as anteriores. Mencionei shows emocionantes ao lado de grupos como Black Flag e The Minutemen porque eram eles que se preocupavam com nós, eram eles que agendavam as apresentações e nos incentivavam com a gravação de músicas. Sinto-me muito agradecido e feliz por ter feito parte disso.

* O significado do phrasal verb “jumps ship” é abandonar um posto ou trabalho, em alguns casos um barco. Nesse caso, Milo estava abandonando a banda, mas os membros restantes continuariam ou ao menos tentariam guiar o barco.
** “The Misadventures Of Milo”, significa em português, “As Desaventuras De Milo”.
*** “DIY” ou “Do It Yourself”, significa em português, faça você mesmo. A postura era comum entre bandas punk que agendavam suas próprias apresentações e gravavam seus próprios álbuns devido a questões artísticas e financeiras

2010/11/13

Festival: Glory Bound

Hoje a tarde, a partir das 14:00, no Hollywood Palladium, acontece a primeira edição do festival Glory Bound. As bandas que se apresentarão são Alkaline Trio, Authority Zero, Nations Afire, Pennywise e Revolution Mother. Os seguintes skatistas também se apresentarão em uma rampa: Christian Hosoi, Dave Hackett, Lance Mountain, Mike Valley, Steve Alba, Steve Caballero, Steve Olson e Tony Alva. O Hollywood Palladium se encontra na Sunset Boulevard, no bairro Hollywood, Los Angeles, Califórnia.

Download: Pennywise: From The Ashes

Sétimo álbum de estúdio da banda Pennywise, lançado no dia 9 de setembro de 2003 pela gravadora Epitaph. O álbum não alcançou a mesma aceitaçã de seus antecessores, Straight Ahead e Land Of The Free?, porém alcançou a 54a posição na lista da Billboard e o 4o lugar na lista de álbuns independentes.

Arte


Equipe

Byron McMackin – baterista
Darian Rundall - produtor
Fletcher Dragge – guitarrista
Jim Lindberg – vocalista
Randy Bradbury – baixista

Faixas

01 Now I Know (02:59)
02 God Save The U.S.A. (03:07)
03 Something To Change (02:41)
04 Waiting (02:59)
05 Salvation (02:42)
06 Look Who You Are (03:06)
07 Falling Down (02:56)
08 Holiday In The Sun (03:06)
09 This Is Only A Test (02:57)
10 Punch Drunk (03:10)
11 Rise Up (02:47)
12 Yesterdays (03:34)
13 Change My Mind (02:10)
14 Judgement Day (2:49)

Evento: Encontro De Ocupações Em São Paulo

Hoje de manhã, a partir das 11:00, na Ocupação Prestes Maia, a primeira edição do evento Encontro De Ocupações Em São Paulo. A entrada custa R$2,00 e um quilo de alimento. Haverá apresentação dos coletivos, debates com os títulos "Diferença Squat / Ocupação Urbana" e "Vivência Das Ocupações", mostra de vídeos das ocupações e será servido almoço e café da tarde comunitário. A ocupação se encontra na Avenida Prestes Maia, 911, próximo a estação de metrô da luz.

Amanhã, a partir do mesmo horário, na Ocupação Maia, continua a primeira edição do evento. A entrada custa o mesmo preço. Haverá debates com os títulos "Busca Da Autonomia E Reciclagem De Alimentos" com o Squat J13, exibição da peça "1 Minuto Para O Caos" pelo coletivo Neurótikas, mostra do filme "Dia De Festa" por Toni Venturi, oficinas com os títulos "Confecção De Absorventes Ecológicos De Tecido" com a Ellen e "Saúde Da Mulher" com a Andreza e será servido almoço. A ocupação se encontra na Rua Mauá, 340, próxima a estação da luz.

Na segunda-feira, a partir do mesmo horário, no Espaço Impróprio, continua a primeira edição do evento. A entrada custa R$8,00 e um quilo de alimento. Haverá debates com o título "Qual É O Problema Com O Açucar? com a banda Life Lifters e "Yomango", oficina com o título "Doce Sem Açucar", será servido almoço e shows com as bandas e artistas Amanda Negrasim, Marium Attack, Nieu Dieu Nieu Maitre e Peste Negra. O Espaço Impróprio se encontra na Rua Dona Antonia De Queiroz, 40, Consolação.

Entrevista: Darryl Jenifer (Bad Brains)

Autor: Jon Reiss
Data: 13/07/2010
Título: Interviews: Darryl Jenifer (Bad Brains)
Tradutor: ThiagoSNFU
Veículo: PunkNews.ORG
Link: http://www.punknews.org/article/39041

Algumas bandas não transmitem as suas idéias na primeira vez que você ouve as suas músicas. Você pode amar uma banda. Ela pode represtar muito no meio artístico, mas quando você a apresenta para um amigo, não vai colar. Talvez esse amigo precise contextualizar ou uma narrativa para explicar porque a banda Lifetime foi um grupo tão importante. Dessa maneira, após algumas faixas ouvidas, é possível que ele goste.

Esse não é o caso da banda Bad Brains. Ninguém irá argumentar se a banda é importante ou não. É muito aceito que eles foram o primeiro grupo a tocar o que mais tarde seria conhecido como hardcore punk. O primeiro álbum de estúdio é inquestionavelmente a gravação perfeita. As músicas são apimentadas com reggae que fornecem uma trégua que é muito necessária em algumas músicas, como por exemplo, em Supertouch. A banda também quebou uma barreira de cores em uma cena musical que era predominantemente branca. O entrevistador Jon Reiss conversou recentemente com Darryl Jenifer, baixista da banda, sobre como a banda auxiliou na construção do gênero musical, aumentou um novo estilo de mosh e introduziu para muitas pessoas a palavra Jah.

Jon Reiss: Ao ouvir as músicas da banda Bad Brains, parece que a bateria, o baixo, guitarra e os vocais estão conectados em um único instrumento, uma força que sai de algum lugar. Muitas bandas tentaram recriar o som, mas nenhuma chegou perto. Você poderia dizer qual é o ingrediente secreto por trás da banda?

Darryl Jenifer: O estilo que nós tocamos é punk rock. Nós crescemos com músicos de várias vizinhanças, qualquer lugar tem os seus próprios atletas, músicos e pessoas com características diferentes. Na nossa, éramos aqueles que tocávamos os intrumentos musicais que abiram as nossas mentes para diverentes gêneros musicais. Quando descobrimos a contracultura punk, a maioria das bandas possuía uma ficha com a polícia e as letras das suas músicas tratavam de drogas, mas de fato eles nem conseguiam tocar. Nesse caso, isso era toda a beleza do negócio, como admitir do nada que eu tocaria baixo e você seria o baterista. Os membros da nossa banda sabiam tocar um pouco porque o fazíamos desde que éramos adolescentes. Trazer a vida um gênero musical onde a maioria das pessoas não sabiam realmente tocar foi apenas o que elas queriam tocar e já estavam acostumadas a fazer. Por esse motivo nós começamos a criar o nosso próprio estilo baseado nas bandas que gostávamos como The Damned e The Ramones. Quando você ouve as canções dessas bandas você percebe similaridades entre o estilo delas e o nosso. Por isso decidimos tocar o que elas tocam da nossa maneira. Costumo e gosto chamar o que fazemos de punk progressivo porque quando criamos uma música, não estamos apenas tocando os acordes, estamos pensando sobre eles. Nós nos preocupamos muito com isso. Antes das nossas apresentações nós calculamos qual foi o nosso plano. Nós sempre temos um plano, uma espécie de esforço, como se fossemos um time de futebol americano. Durante os ensaios, conversamos sobre como arremesariamos uma bola ou a chutaríamos, como tocaríamos uma música de maneira mais lenta ou rápida, como ou sem solo.

Foi isso o que aconteceu. Nós tocamos muito que as pessoas pensavam que era rápido. Contudo, se você olhar para trás, verá que era um pouco lento. Quando o nosso som começou a estourar, os fãs que criaram bandas a partir do nosso estilo, que era baseado nas bandas que eu citei, tentaram tocar como nós, mas de fato não conseguiram porque a maneira rápida de tocar não era mais a original. Aconteceu apenas uma justaposição, na qual você tenta ser uma coisa e não necessariamente terminará sendo aquilo, entretanto acabará criando algo novo na sua maneira. O gênero musical hardcore é algo que eu não sei o que é, mas que os fãs da banda tentam tocar punk rock como ela. O grupo Bad Brains não é uma banda de hardcore. Quando começamos com essa técnica rápida de tocar, os outros tentaram emular e criaram as suas próprias batidas e maneira de tocar. Isso é hardcore. Eu não sei quais bandas, talvez Madball ou algo do tipo. Até mesmo as bandas Fugazi e The Teen Idles tocam mais punk rock do que nós. O estilo do gênero musical oriundo de Washington D.C. cresceu no hardcore. Nós apenas seguimos a tendência. Eu fico um pouco perplexo quando chegam para mim e me dizem sobre o gênero musical da banda porque eu não conheço nada sobre isso. Eu só conheço o punk rock. O termo hardcore me fez lembrar a primeira vez que as pessoas começaram a usar o termo vegan, no começo dos anos 80. A primeira vez que ouvi foi em 1985, acho que na Europa. Hardcore para mim era um estilo e não um gênero musical isolado. Por isso, quando os garotos começaram a criar bandas punks que tocavam com mais técnica e paradas durante as músicas, eles se tornavam uma banda hardcore. A razão pela qual nós tocávamos rápido com esses intervalos bruscos era que queríamos apenas tocar um punk rock mais interessante.

JR: Já que você tocou no assunto, durante os primeiros meses da banda, você se identificava como um punk? Isso era uma parte considerável da sua vida particular, fora da banda?

DJ: Com certeza. Para cada estilo de música que eu amei, eu vivi a sua música. Eu era um punk com um cabelo two-tone. Eu era um hippie com calça jeans e jaqueta com borda. Eu era tudo isso, vivendo com um. Quando eu toquei reggae, eu era rastafári. Por esse motivo as minhas atitudes refletiam o que eu ouvia. Eu não simulava alguma coisa e poderia tocar baixo para as bandas Metallica ou The Wailers porque eu vivi essas coisas. Algumas pessoas dizem que você não viver o que toca, você não poderá demonstrar o seu estilo de maneira fidedigna. Caso você não saiba nada sobre o rock ‘n’ roll, você não poderá tocar baixo em uma boa banda de hard rock. Caso você não tenha vivido em uma cultura jamaicana, você não poderá tocar rub-a-dub.

JR: A banda se apresentará no festival Afro-Punk. Gostaira de adiquirir uma perspectiva, por isso perguntarei de maneira sincera, como é ser um punk negro, particularmente antigamente? O que a sua família pensava sobre isso? Como era participar de algo onde a maioria das pessoas não queria se relacionar contigo?

DJ: A resposta para a sua pergunta tem a ver com o que conversamos a pouco, tem a ver de onde eu venho, sobre eu ser músico. Quando íamos jogar basquete, eu era escalado para jogar. Entretanto isso ficava em segundo plano. Quando o assunto era música, os brancos diziam entre eles para não mexerem comigo porque eles já sabiam como eu tocava. A minha mãe sabia que eu era progressivo com a minha música e também que eu iria trocar o terror em um porão. Eu tocaria a música Frampton Comes Alive ou qualquer porcaria. Eu poderia estar tocando alguma música dos gêneros musicais funk ou soul, mas não fazia isso, ainda que esses gêneros fizessem parte de mim. As pessoas me chamavam de gaorto branco porque eu usava calças de couro, mas o que eu apenas podia fazer era ser eu mesmo. Uma vez que eu me sentia incluso na contracultura punk e ainda estava fresco, senti que aquilo dentro de mim era muito real.

Gostei como as bandas Buzzcocks, Sex Pistols e The Damned tocavam, do que eles estavam querendo mostrar e toda aquela expressão passional que demonstravam ao tocar seus instrumentos. Eles iriam botar para fuder não importava como. Nós já estávamos tentando formar um grupo daquele tipo.

O nome da nossa banda era Mind Power e a primeira intenção ara tocar jazz fusion. Em seguida, descobrimos o punk rock e pensamos que a banda Bad Brains seria assim, tocaríamos punk rock também. Na época, as bandas Minor Threat e The Teen Idles ainda não existiam. Nada era planejado. O primeiro pôster que nós tivemos dizia “A Melhor Banda De Punk Rock No Mundo”. Aconteceu dessa maneira porque já tínhamos lido o livro que era todo sobre PMA*, que dizia para sermos positivos. Por esse motivo, antes mesmo de tocarmos nós já pensamos que éramos os melhores porque tínhamos essa mentalidade.

JR: O PMA foi uma postura muito importante. Uma das minhas bandas locais fravoritas se chama The Degenerics e a sua banda foi uma das maiores inflluências. Eles tocavam sobre PMA o tempo todo. A postura continua importante para você?

DJ: Sim, é uma conexão espiritual, algo sobre manter-se positivo e sempre procurar o lado mais claro, mais lúcido. Na maioria das vezes é simples, permaneça positivo, não seja um drogado depressivo. Não tenha medo de obstáculos. Sempre haverá testes e quando ouvi a primeira vez sobre PMA eu era adolescente e meu pai me perguntou do que se tratava. Respondi que se alguma coisa saísse errado, eu não começaria a ficar histérico e correr de um lado para o outro. Começaria a pensar positivo e a fazer os movimentos certos. PMA é sobre autocontrole na vida e permanecer positivo sabendo disso e é aí que a fé entra. Muitas pessoas se deparam com um obstáculo e aí dão um passo para trás. Elas não possuem um espírito competidor. Eles dizem que quando uma porta fecha duas abrem. É muito fácil dizer “foda-se”. PMA é sobre manter uma postura mental positiva e isso vem de um livro intitulado Think And Grow Rich. Quanto mais eu presto atenção no livro, mais eu me dou conta que a banda foi uma ferramentapara que deus ajudasse certos jovens. Não éramos nós que tocávamos, era deus usando a banda para que as pessoas soubessem o que era PMA. A banda Beastie Boys tocava rap, a banda Red Hot Chilli Peppers funk e o Bad Brans punk rock, como se fosse deus misturando as coisas e mostrando para o mundo de uma forma mais versátil.

Certa vez um cara começou a me seguir em um bar. Entrei em um banheiro e quando saí ele estava me esperando e disse:

“Senhor Jenifer”.

Aquilo me surpreendeu porque ninguém me chama daquela maneira. Ele continuou:

“Eu gostaria apenas de agradecer a você e a sua banda porque eu era racista e um cuzão, mas a sua música mudou a minha percepção e agora eu tenho uma família, um filho. Gostaria também de agradecer por fazer música positiva, punk rock positivo.”

A minha mãe teria dito:

“Como você ajudará as pessoas com uma música como essa? Como você quer inspirar alguém com essa música inconstante e rápida?"

Para algumas pessoas, essa música era o seu sabor favorito. Por fim aprendi que a PMA era o Espírito Santo e que eu precisava estar dentro, encontrar isso.

JR: Você menciona e muito a esperitualidade. Como você se encontra com relação a sua vida espritual? Quais verdades você sente que descobriu?

DJ: Seja paciente. Ser um cara espiritual é pensar como as coisas acontecem, o que vem a sua mente, deus faz as coisas acontecerem e não o inverso. Jah faz as coisas acontecerem, não o inverso. Eu apenas estou aqui no planeta. Isso é algo que transcende o homem. Precisamos apenas viver e caso você seja espiritual, agradeça e louve diariamente. Caso seja um artista, seja criativo. Seja positivo e progressivo de qualquer maneira, em qualquer coisa que você faça. Você precisa apenas esperar no Espírito Santo e ter fé. Não estou dizendo para você não fazer nada, não ajudar. Há sempre um futuro lúcido e positivo. Isso pode soar idealístico e sonhador, mas o que você quer que eu diga? Quer que eu diga que o mundo está próximo do fim? O mundo irá acabar em 2012?

JR: Preciso perguntar isso porque acredito ser importante. A banda se apresentará nesse final de semana e simultaneamente acontecerá uma parada gay. Muitas pessoas escreveram e especularam que a banda é homofóbica. Espero que você explique aonde a controvérsia começou e talvez colocar um fim nela.

DJ: Escute o que vou lhe dizer. Todas as coisas que eu te contei sobre o rumo que a banda tomou, aconteceu na época em que estávamos descobrindo a religião Rastafari e o deus Jah, além de ser um negro e ser reconhecido como membro de uma cultura. Como em qualquer coisa na vida, se você disse que é um jovem Krishna, há uma tendência em ser zeloso. Somos muito zelosos sobre a nossa visão sobre a homossexualidade, éramos muito ignorantes e imaturos em determinado nível. Todos os membros da banda amam e não têm nada contras os filhos de deus. Durante o nosso crescimento tentamos ser sensatos e ver a vida como ela é e sem julgamentos. Passamos por uma fase onde julgávamos e quando você é um jovem que segue o Rastafári, assim como no Cristianismo, percebe que a homossexualidade não é aceita. Estudar o Rastafári te leva a entender que você deve amar todas as criaturas de deus. Por esse motivo você não pode dizer que não gosta de um cara porque ele é homossexual ou negro. A banda passou por um período onde talvez dissemos algumas coisas. Na mesma época, a banda era muito popular, por isso essa controvérsia caiu na boca do povo porque alguém que não gostava de nós a colocou na frente de um ventilador. As pessoas nos odiavam por inúmeros motivos, algumas queriam ser como nós. Não quero citar nomes, mas a banda MDC foi a primeira a encontrar uma coisa errada com o Bad Brains. Todos nos amavam por isso eles quiseram encontrar alguma coias errada conosco. Esse é o tipo de coisa que acontece com todo mundo. Quando você se torna popular as pessoas irão te odiar.

O movimento religioso Rastafári nasceu na Jamaica e os jamaicanos tratam do assunto homossexualidade de forma literal. Entretanto, trata-se de amar todos os filhos de Jah, aceitando eles como são e deixando-os viver. Eu amo todos os filhos de Jah. Nenhum membro da banda odeia nenhum filho de deus. Por isso as pessoas precisam parar com essa história de homofobia e pensar de uma maneira mais madura.

Eu acompanho comentários dizendo que nós odiamos gays no site PunkNews.ORG, e como eu já te disse, nenhum dos membros odeia gays, todos nós amamos os filhos de deus. Nós manteremos a postura PMA até o final e deixaremos cada um fazer o que achar melhor utitlizando toda a sua energia.

JR: Após começar a gostar da sua banda, comecei a ouvir muito o gênero musical reggae. De todos os novos artistas que ouvi, acho que Buju Banton era o melhor. Ele tocava com paixão e tinha uma voz incrível. De todos que se tornaram grandes nos Estados Unidos, como BeanieMan ou Sean Paul, nenhum foi tão talentoso quanto Buju, mesmo que a homofobia em suas letras o levasse para a pior.

DJ: A música dele transmitia muita energia, mas as pessoas precisam entender que há diferentes níveis de radicalismo. Não importa se você lê o Alcorão ou a Bíblia ou qualquer livro sagrado, você deve amar um filho de deus e é isso o que eu escolho fazer. Para mim, é uma maneira mais forte de ser. Posso apoiar isso pessoalmente, mas deus abençoa. Algum cara pode me olhar e dizer que ele não gosta de algo que faço e isso às vezes me incomoda.

JR: Acho que você deu uma ótima resposta.

DJ: A resposta que eu dei é semelhante a um dizer de Salman Rushdie. O que eu quero dizer é que você deve viver e deixar as pessoas viverem, mas alguns membros do movimento Rastafári podem não aceitar isso. O ponto chave é que existem difrentes traduções de todas as antigas religiões. Contudo há sempre um Espírito Santo, sempre deveremos amá-lo assim como os seus filhos. Caso você siga o caminho espiritual em sua vida, você não precisa ficar julgando as pessoas. Essa é a mensagem que eu quero deixar para o mundo. Alguns blogueiros mandam a banda se fuder e nós estamos dizendo que o amamos. Na maioria das vezes nós pedimos desculpa pelas coisas que geraram confusão, mas nós também somos humanos. Nós também experimentamos a nossa parcela de preconceito por sermos negros.

JR: Acho que você tem uma perspectiva interessante no punk rock. Você é parcialmente responsável pelo o que esse gênero se tornou e gostaria de afirmar que se o punk rock está indo bem é porque você também está. Qual foi a melhor época desse gênero musical?

DJ: Bem, o punk rock é baseado na música que a juventude gosta, por isso está sempre em transformação, ainda que não tenha o mesmo som, as pessoas usem a mesma roupa ou o mesmo ritmo. Todavia alguém sempre irá será jovem no sentido que fará uma música diferente que será encarada de maneira radical por causa da sua mensagem. Sempre haverá música no underground, poderá ser diferente, eletrônica ou qualquer coisa do tipo. Não importa se é um acorde de uma guitarra limpo ou sujo, lento ou rápido. Eu comecei a tocar rápido porque as pessoas com as quais conviviam odiavam aquelas músicas de discoteca e queriam algo mais pesado e rápido. Naquela época uma camisa do Van Halen era a coisa mais banal do mundo. O que é descolado agora? Uma camisa do desenho animado The Jetsons? Nos anos 80, a pior coisa para os rappers eram calças apertadas, por isso eles usavam aquelas calças largas. Com o passar o tempo vi rappers com calças apertadíssimas quase comendo seus cus.

JR: Qual é a música que você mais gosta de tocar?

DJ: “I Aganst I”.

JR: O que você pensaria se lançassem um tributo para a banda?

DJ: Eu ficaria muito grato e aproveitaria as novas versões das músicas. Posso dizer que eu flico feliz apenas em saber que alguém já tentou fazer isso.

JR: Vocês continuam tocando até hoje. O que gostariam de ter alcançado e que ainda não o fizeram?

DJ
: A banda alcançou tudo a que se propôs. Sou um sucesso. A banda é um sucesso. Quando começamos, consideramos sucesso continuarmos juntos tocando e vivendo de uma forma positiva.

JR: Deve ser bom ainda poder tocar durante os shows e ter os seus familiares por perto para assistir:

DJ: É um sentimento distorcido. Há sempre um estresse no que você faz, existe o ying e também o yang. Amanha preciso tocar e eu não faço isso desde abril, mas aprendi que eu sempre posso fazer o que o Espírito Santo pediu para mim. Eu escrevo um setlist, pratico com a minha respiração e mostro para todos quem nós somos. Mesmo assim há um estresse porque somos pessoas diferentes.

A banda Bad Brains é encarada como uma missão, uma equipe da SWAT. Nós amamos toda essa merda, mas quando saíemos em missão nos perguntamos o que estamos realmente fazendo.